Foi mais uma daquelas semanas em que nada de especial se passou... Apenas a rotina de sempre.... Ou melhor a rotina do trabalho e as idas ao ginásio que no fundo acabam por salvar os dias todos... até chegar ao fim de semana.. Um sábado repleto de contrastes, de festas, alegrias até apontos mais baixos... Começando numas bodas de ouro, que mais parecia um encontro da 3ª idade, e acabando numas bodas de prata... É curioso como há casais que passam uma carrada de anos juntos, e cumprem completamente o que prometeram no dia do casamento... que chegam a estes dias ainda completamente felizes, e nada arrependidos de o terem feito... Completamente satisfeitos do que conseguiram juntos...
Começou então com uma brincadeira a modos que parecida com uma bruxaria.. um fio diria o numero de filhos que tiveram ou iriam ter no futuro... Pessoalmente não acredito nessas teorias, mas o curioso é que no que dizia respeito a mães, avós e tios, aquilo não falhava... Supostamente então, eu não irei ter filhos no futuro... Curiosamente o único no meio de uns 30 testes.. Puz-me então a olhar em redor, e a reparar... Sou já quase o solteirão da familia, o único sózinho, com a parva pressão do quando é que te casas? Quando é que a apresentas aqui á famelga? as conversas do costume em que são respondidas apenas com um sorriso... Farto de estar a ouvir o mesmo, lá fui a´te á noite para um sitio onde não conheçesse mesmo quase ninguém, simplesmente para estar mais sózinho e a pensar.. A pensar na minha maneira de viver, em determinadas conversas que tive em relação ao último blog, e também na bruxaria... Se a bruxaria fosse o correcto, que quereria dizer? Que não iria ser pai? porque não seria pai? Porque não teria uma mãe? Porque acabaria solteiro para o resto da vida? Devido a alguma doença que o impedisse? Ou porque morreria antes de ter tempo de ser pai? E se morrer em breve? Morreria assim com o comlpeto sentimento de que não fiz nada de jeito em todo este tempo que por aqui andei? Que não aproveitei nada do que podia ter aproveitado?
Pela primeira vez na minha vida, senti-me a ir abaixo... Sentimento estranho... Com a esperança que não volte...
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